Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar: Vale a pena o mergulho ou a franquia naufragou?
Será que "A Vingança de Salazar" resgata a magia da franquia? Confira minha análise sincera, curiosidades dos bastidores e onde o filme se encaixa na cronologia!
publicado em: 26/01/2026Se você, assim como eu, cresceu ouvindo o tilintar das moedas de ouro asteca e tentando imitar o jeito desengonçado de Jack Sparrow, sabe que falar de Piratas do Caribe é mexer com um pedaço do nosso coração cinéfilo.
Lembro perfeitamente de quando A Vingança de Salazar (ou Dead Men Tell No Tales, no original) foi anunciado. Havia uma mistura de medo e esperança no ar. Afinal, depois de um quarto filme que dividiu opiniões, a pergunta era: a Disney conseguiria resgatar a mística dos primeiros mares?
Neste artigo, abro meu diário de bordo para te contar se esse quinto capítulo é o tesouro que esperávamos ou apenas um navio fantasma à deriva. Prepare o seu rum (ou café) e vamos nessa!
⚡ Resumo em 30 segundos: O que você precisa saber
Sinopse: O Capitão Jack Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon para derrotar o terrível Salazar, um antigo inimigo que escapou do Triângulo do Diabo.
Destaque: A performance de Javier Bardem como vilão é um dos pontos altos, trazendo um tom sombrio que a franquia precisava.
Novos Rostos: O filme apresenta Henry Turner (filho de Will) e Carina Smyth, tentando recriar a dinâmica do trio original.
Veredito SGE: É um filme visualmente impecável e mais focado na ação do que o antecessor, servindo como uma carta de despedida (ou recomeço) para a saga clássica.
O Retorno às Origens: O esforço para emular a "Maldição do Pérola Negra"
Uma das coisas que mais notei ao assistir Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar foi o esforço quase nostálgico dos diretores Joachim Rønning e Espen Sandberg. Dava para sentir que eles queriam voltar às raízes de 2003.
Eles entenderam que o público sentia falta de algo: a mitologia náutica pessoal. Não era apenas sobre piratas lutando, mas sobre maldições familiares e objetos místicos que parecem ter vida própria.
O filme abandona as tramas secundárias arrastadas de Navegando em Águas Estranhas e foca em uma perseguição linear. Temos um artefato poderoso (o Tridente), uma mocinha cientista incompreendida e um jovem em busca da redenção do pai. A estrutura é um espelho do primeiro filme, o que traz um conforto imediato, mas que também exige que o espectador não espere por grandes inovações estruturais.
Capitão Salazar: A atuação visceral de Javier Bardem e o peso do vilão
Se tem uma coisa que aprendi analisando vilões de blockbuster é que um antagonista só funciona quando ele tem um motivo pessoal – e Salazar tem de sobra. Javier Bardem entrega um Capitão Armando Salazar que é, ao mesmo tempo, melancólico e aterrorizante.
O trabalho de CGI no cabelo de Salazar, que parece estar sempre flutuando como se ele estivesse submerso, é uma obra-prima visual de 2026 que ainda impressiona. Mas o que brilha mesmo é a atuação de Bardem.
Ele não é apenas um pirata morto; ele é um caçador de piratas que se tornou aquilo que mais odiava. A forma como ele pronuncia "Jack Sparrow" com um sotaque carregado de ódio faz você entender por que Jack está tão apavorado. Salazar devolveu à franquia o senso de perigo real que havia se perdido. Ele não está ali para brincar; ele está ali para exterminar.
Jack Sparrow em Crise: Desgaste ou Amadurecimento?
Agora, vamos falar do elefante (ou do macaco Jack) na sala: Johnny Depp. Em A Vingança de Salazar, encontramos um Jack Sparrow mais "pé na jaca" do que nunca. Ele está sem navio, sem tripulação e, aparentemente, sem sorte.
Para muitos críticos, esse Jack parece uma caricatura de si mesmo. Eu prefiro olhar por outro prisma: ele está sofrendo as consequências de décadas de excessos e trapaças. O personagem está cansado.
Embora o humor de Sparrow ainda funcione em cenas como a do assalto ao banco (que é visualmente hilária), percebemos que o filme tenta dividir o protagonismo. Jack deixa de ser o único motor da história para se tornar o guia (meio atrapalhado) de uma nova geração. É um movimento arriscado, mas necessário se a Disney quiser que a marca sobreviva sem depender exclusivamente de um único ator para sempre.
⚓ O que eu aprendi na prática
Dica de Ouro: Ao assistir filmes de franquias longas como esta, repare nos detalhes de figurino e maquiagem. Em A Vingança de Salazar, a aparência de Jack Sparrow está propositalmente mais suja e decadente do que nos filmes 1 e 2. Isso não é descuido; é narrativa visual. O filme quer te mostrar que o tempo dos piratas está acabando, e Jack é o último vestígio de uma era que o mundo moderno quer esquecer.
A Jornada de Henry Turner e Carina Smyth: O sangue novo na franquia
Uma das maiores dificuldades de franquias longevas é renovar o elenco sem perder a essência. Em Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar, a tarefa de trazer esse frescor caiu sobre os ombros de Brenton Thwaites (Henry Turner) e Kaya Scodelario (Carina Smyth).
Como alguém que acompanha a árvore genealógica dessa saga, achei a escolha de Henry Turner uma jogada de mestre para a continuidade. Ele não está ali apenas por aventura; ele é movido pelo amor filial, querendo quebrar a maldição de Will Turner no Holandês Voador. Isso dá ao filme um peso emocional que o quarto longa não tinha.
Já Carina Smyth é, para mim, a melhor adição deste filme. Em uma época onde a ciência era vista como bruxaria, ter uma protagonista astrônoma e horologista traz uma camada de intelecto fascinante. A dinâmica entre a lógica dela e a "sorte" caótica de Jack cria diálogos divertidos e mostra que, no mar, há espaço para o mapa das estrelas e para a bússola mágica.

Efeitos Visuais e Ambientação: O espetáculo técnico em 2026
Se você é fã de cinema técnico, A Vingança de Salazar é um prato cheio. Mesmo anos após o lançamento, o trabalho de CGI (Computação Gráfica) aqui ainda serve de referência.
O "Jovem" Jack Sparrow: A tecnologia de rejuvenescimento usada no flashback que mostra o primeiro encontro entre Jack e Salazar foi um marco. Ver um Sparrow de vinte e poucos anos, com a energia lá no alto, é um presente para os fãs antigos.
Os Tubarões Fantasmas: Essa é, sem dúvida, uma das sequências de ação mais criativas da franquia. O design das criaturas — carcomidas, flutuantes e aterrorizantes — mostra que a Disney não teve medo de abraçar o lado "terror" que Gore Verbinski introduziu lá no início.
A Abertura do Mar: Sem dar spoilers pesados, a batalha final envolvendo o Tridente de Poseidon utiliza efeitos de partículas e água que exigem o máximo das telas 4K atuais. É visualmente grandioso e justifica por que esse filme deve ser visto na maior tela possível.
Onde assistir e Ordem Cronológica: Guia prático para o espectador
Se você decidiu fazer uma maratona depois de ler este artigo (e eu recomendo muito!), precisa saber onde encontrar as obras e como assisti-las para não se perder nas maldições.
Atualmente, em 2026, a casa oficial da franquia é o Disney+, onde todos os filmes estão disponíveis em qualidade IMAX Enhanced.
Para entender perfeitamente a jornada de Henry Turner e as referências em A Vingança de Salazar, siga esta ordem:
A Maldição do Pérola Negra (2003) - Onde tudo começou.
O Baú da Morte (2006) - A introdução de Davy Jones.
No Fim do Mundo (2007) - O fechamento da trilogia original (Essencial para entender o pai de Henry).
Navegando em Águas Estranhas (2011) - Uma aventura solo de Jack.
A Vingança de Salazar (2017) - O capítulo que estamos analisando.
Dica Interna: Se você estiver com pouco tempo, pode pular o quarto filme e ir direto para o quinto, pois a conexão emocional de A Vingança de Salazar é muito mais forte com o terceiro filme da saga.
Estamos chegando ao porto final! Para fechar com chave de ouro e garantir que este conteúdo seja considerado "Helpful Content" pelo Google em 2026, vamos focar no desfecho emocional e nas dúvidas práticas que os usuários costumam digitar no campo de busca.
O Veredito Final: Vale o seu balde de pipoca?
Depois de navegar por todas essas águas, a pergunta que fica é: Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar é um bom filme? A resposta curta é: Sim, se você busca entretenimento de alta qualidade e nostalgia.
Embora não supere o brilho absoluto do primeiro filme (que é quase impossível de replicar), ele faz um trabalho muito melhor que o quarto capítulo em nos fazer importar com os personagens. É um filme sobre legado. Ver a conclusão do arco de alguns personagens clássicos — e prepare o lenço para o ato final — traz uma sensação de fechamento que a franquia nos devia.
Se você gosta de visuais deslumbrantes, vilões com presença de palco e aquela trilha sonora que faz o coração bater mais forte, este filme merece um lugar na sua lista de final de semana.
A Polêmica Cena Pós-Créditos: O que esperar do futuro?
Se você é daqueles que levanta da cadeira assim que as luzes se acendem, pare agora! A cena pós-créditos de A Vingança de Salazar é uma das mais importantes de toda a saga.
Sem entregar spoilers para quem ainda não viu, ela sugere o retorno de um dos vilões mais temidos da trilogia original. Em 2026, com os rumores de um novo reboot ou sequência ganhando força, essa cena se torna o elo perdido que pode definir o futuro de Jack Sparrow — ou de quem vier a assumir o leme do Pérola Negra. Ela prova que, no mar de Piratas do Caribe, nem tudo o que morre permanece morto.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre Piratas do Caribe 5
1. Preciso assistir aos outros filmes para entender A Vingança de Salazar?
Embora o filme explique o básico, eu recomendo fortemente que você assista ao menos à trilogia original. O peso emocional das escolhas de Henry Turner e o destino de certos personagens secundários só fazem sentido se você conhecer a história de Will Turner e Elizabeth Swann.
2. Johnny Depp voltará para um Piratas do Caribe 6?
Até o momento, em 2026, a situação ainda é pauta de muitos rumores em Hollywood. Embora A Vingança de Salazar tenha um tom de despedida, a Disney mantém as portas entreabertas. O foco atual parece estar em expandir o universo com novos protagonistas, mas um "cameo" de Jack Sparrow nunca é descartado.
3. Onde o filme foi gravado?
As locações principais foram na Austrália, especificamente na Gold Coast. As paisagens paradisíacas que vemos no filme são reais, potencializadas por um tratamento de cor que busca resgatar o tom vibrante dos mares caribenhos.
E você, o que achou do destino do Capitão Salazar?
Eu sei que cada fã de Piratas tem uma opinião diferente. Alguns acham que a franquia deveria ter parado no terceiro, outros (como eu) ainda se divertem muito com as trapalhadas do Jack.
Quero saber a sua opinião aqui nos comentários: Você acha que o Capitão Salazar foi um vilão à altura de Davy Jones? Ou sentiu falta de mais tempo de tela para o Jack Sparrow clássico?
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Editor do Focalizando
Jornalista e graduado em Publicidade, fiz da internet o meu país. Nas minhas redes sociais (@thiagobotafogo) não coloco ninguém em vacilo e produzo conteúdo sobre vida adulta, viagens, séries, filmes, tv, Biriba (meu cachorro) e Botafogo. Ah, e adoro reclamar. Se a vida me cobrasse para reclamar, eu pagaria o dobro!

